Voltando aos trabalhos (e quanto trabalho!)

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Estou de volta, p*rra!

 

Oi pessoas adoráveis do meu coração. Infelizmente me distanciei bastante deste blog que tanto adorei. E continuo adorando, tanto que estou lhe tirando as teias de aranha porque quero vê-lo vivo novamente. Então, aconteceram muitas coisas desde o último post e muitas coisas ainda estão em processo de inicialização. Infelizmente não posso dar tantos detalhes quanto gostaria, mas prometo que vocês vão adorar.

Bom, como todo reencontro, vamos contando as novidades, não é mesmo? Então, na última semana voltamos a realizar nosso festival (eu e Emile Lira, no caso), chamado de Alternative-se. O Alternative-se nasceu de um blog sobre música que eu e minha parceira de escrita tínhamos em meados de 2012. Com o toque idealista do meu amigo e músico Eric Mazzone, resolvemos lançá-lo como um festival. A ideia era tirar as bandas das páginas do blog e colocá-los em cima do palco. Dessa forma realizamos duas edições no ano em que os Maias acreditavam ser o apocalíptico (ledo engano, pobre moços). Assim como este blog que vocês estão lendo neste momento (oba!!), o Alternative-se foi deixado às moscas por N motivos. O principal deles foi falta de tempo mesmo.

Mas, em 2015, quase três anos depois da última edição, decidimos reativar o festival. Com a mesma proposta dos anteriores, realizamos o 3º festival na noite do último sábado (04/04), no palco do John Sebastian Bar, aqui mesmo em Camaçari, óbvio. Foi um sucesso! Convidamos super bandas baianas como Sanitário Sexy, Novelta, Bilic Roll, Ultrasônica e muitas outras para realizar grandes shows. Inclusive minha própria banda, Elefante Grego, subiu ao palco e fizemos daquela noite uma das mais memoráveis que já vivi até hoje. Espero que muitas delas ainda voltem a acontecer.

O que acontece agora é que estamos preparando cada vez mais coisas para o Alternative-se continuar vivo na cultura camaçariense e da região. A ideia é contribuir fortemente para o amadurecimento da cena alternativa da cidade e, quem sabe, da Bahia. Para isso, contamos com a ajuda de todos vocês. Todos vocês que gostam de rock, rap, reggae e o caralho a quatro. Siga-nos, ajude-nos a ajudar a cena. Só isso que pedimos por enquanto. Daqui a pouco tudo será revelado e vocês entenderão do que falamos agora. Ok? Enquanto isso, levanta o copo de cerveja comigo porque estou de volta a estas pobres linhas do WordPress para bons papos novamente. Ah… que saudade…

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Respirando os ares das artes (o retorno)

Admito que, sem propósito, abandonei ao relento esse meu querido blog. Mas, motivos não faltaram: minha vida agora é movida em uma velocidade extrema numa pista lotada. Faculdade, trabalho, bandas, ocupações diversas. Só que isso não é assunto pra esse post.

O que venho aqui relatar é a minha aproximação maior com algumas diversas artes. Venho sendo tomado por uma brisa inspiradora que vem me deixando mais apaixonado a cada dia por novas artes. Novas artes que eu digo são artes que eu nunca levei em consideração como deveria, não levava muito a sério. Mas, pois é, agora não consigo me enxergar sem elas. Comecei a ler um livro de Charles Bukowski. Conhecem? Eu tenho certeza que sim! Comecei a apreciar filmes de Woody Allen e Quentin Tarantino. Pode parecer meio blasé isso aqui, mas, amigo, não é. É que quando você encontra um novo amor, fica contente e deseja mostra-lhe a todos que estão à sua volta. É o que faço nesse momento. Encontrei um novo amor. Ops… uns novos amores!

Desde que comecei a ler Bukowski, “Misto-Quente” pra ser mais exato, venho me surpreendo e admirado com cada novo trecho de seu eloquente modo de escrever. O negócio é que além de me entusiasmar cada vez mais com os textos do Velho Buk, eu venho me embebedando do desejo inocente de me jogar na literatura. Se tudo continuar do jeito que está, possivelmente encontrarei um tempo na minha agenda para começar a escrever uns contos e, quem sabe, lançar-los futuramente num livro. O que falta pra tudo isso acontecer? Eu continuar acompanhado do meu novo amigo Charles, de uns cigarros, café meio requentado e da minha imaginação fértil como está agora. É, acho que tenho tudo. Bukowski é tão incrível que fez despertar em mim – pois ele já existia de um certo modo – essa vontade imensa de começar a depositar com uma ambição maior sobre uma folha em branco do Word meus próximos contos. Valeu Buk!

2 - Charles Bukowski

Velho Buk escrevendo algum de seus incríveis romances ou poemas.

E a sétima arte? Confesso que nunca fui um apreciador-nato de cinema. Sempre assisti filmes por assistir, apenas por mera diversão, aquelas comédias-românticas hollywoodianas. Certo dia, tomado por uma curiosidade que já existia em mim há algum tempo, aluguei na locadora um filme do Woody Allen (era “Meia-Noite em Paris“, um dos mais recentes do cineasta). À noite, sozinho em casa, coloquei-o pra rodar e fiquei extasiado com o que vi. Fiquei boquiaberto com aquela arte que exalava da tela da tv. Eu realmente tinha encontrado a felicidade naquele momento. Era de uma genialidade sem tamanho aquilo que eu via, as imagens que as câmeras captaram, toda aquela fotografia romântica, aquele contexto surrealista. O que era aquilo? Eu parecia ter encontrado uma namorada. E das mais lindas! É ela: a sétima arte, uma das mais graciosas das artes.

E enquanto eu ainda curtia esse novo romance com a arte woody alleniana, marquei então um encontro com um certo louco chamado Quentin Tarantino. E descobri que ele é realmente bem louco. Loucamente genial! Já tava na hora de alguém me socar a fuça e me mostrar o que é cinema de verdade. E Tarantino o fez com a maestria violência dele em “Django Livre“. Com certeza o melhor filme que já assisti na minha vida! “Kill Bill” também foi incrível. Mas, ele não tem os retoques western que me tomam de paixão numa história. Depois de “Django” nunca mais vi nada parecido e com tamanha facilidade de me levar ao céu e ao inferno com tanta qualidade e supremacia. Mãe, Tarantino é o meu novo herói!

E, pra completar toda essa minha experiência agradável com os filmes, fui surpreendido na faculdade com uma matéria sensacional e de grande valia e admiração nesse semestre: Produção em Rádio, Televisão e Cinema. Magnífico! Além de admirar o cinema, ainda estudarei e produzirei minhas próprias artes filmólogas. Incrível! As ideias estão borbulhando em minha cabeça. Não se espantem quando verem meu nome assinando algum curta, média e longa-metragem futuramente. Mas, ao que tudo indica, num futuro nem tão longe.

Então pessoal, estou de volta! E inspirado agora por esses meus grandes mentores.

Planet Hemp e um verdadeiro show de rock no Brasil

Foi uma noite sensacional! Arrepiante até pra quem assistiu há quilômetros de distância, pela TV ou pela internet. Foi um daqueles shows inesquecíveis, épicos. Foi tudo isso e muito mais que o Planet Hemp mostrou em cima do palco Butantã no Festival Lollapalooza, que aconteceu pelo segundo ano consecutivo no Brasil nos últimos dias 29, 30 e 31 de março. Vários artistas e bandas de todos os cantos do mundo e do país sede se apresentaram nos diversos palcos do festival criado pelo Perry Farrel, líder da banda americana Jane’s Addiction.

Mas, o foco desse texto é a banda de Marcelo D2, BNegão, Rafael Crespo, Formigão e Pedro Garcia, ícone do rock nacional nos anos 90 e ainda lendária nos anos de hoje. Cheio de hits dividido em três atos, a banda carioca mostrou porque foi (e continua sendo) uma das mais importantes do país. O Planet continua carregando uma multidão em seus shows, e no Lollapalooza, claro, não foi diferente! O público, gigantesco, cantou a maioria das músicas do início ao fim. Eu, aqui na Bahia, no conforto da sala do meu apartamento via streaming ao vivo pela internet, cantei junto e me arrepiei junto como se estivesse no Jockey Club de São Paulo naquele mesmo instante curtindo o show que o Planet Hemp dava.

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Foi mais que um show! Foi O show de uma banda brasileira de ‘raprockandrollpsicodeliahardcoreragga’ em um festival de soberania indie gringa. Pra sentir tudo isso, bastava olhar os olhares incrédulos e radiantes do público quando músicas como “Legalize Já”, “Ex-Quadrilha da Fumaça”, “Fazendo a Cabeça”, “Queimando Tudo”, “Contexto”, o cover de “Samba Makossa” do Chico Science e diversas outras soava pelo lugar tomado de gente que vivia um momento histórico para a música brasileira. Quem esteve no palco Butantã nesse 31 de março de 2013 nunca mais irá a um show de rock sem lembrar e sentir saudades do que o Planet Hemp fez em cima daquele palco. Nada soará e será visto do jeito que a banda fundada por D2 e Skunk – esse último já falecido e lembrado sempre em todos os shows da banda – fez nesse último dia da edição 2013 do Lolla.

Foi emocionante tanto pra mim que vi tudo isso daqui da Bahia pela internet, imagina para quem esteve em São Paulo, mais precisamente no palco Butantã no Jockey Club!? Foi um show feito em um palco alternativo digníssimo de ser feito no palco principal de qualquer festival que aconteça no Brasil. O único defeito dessa noite foi justamente esse. Agora o Planet Hemp se prepara para tocar na edição original, em Chicago nos Estados Unidos, do Lollapalooza. Não basta “fazer a cabeça” dos brasileiros, agora é ir para os states e gritar em alto e bom som: LEGALIZE JÁ!!!

Só isso que tenho a dizer! Ainda estou sob efeito da fumaça sonora dessa que, pra mim, é a maior banda de rock do país!

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Demorei, mas voltei! Depois de quase 2 meses ausente dessas páginas, agora voltei para a comunidade blogueira e como uma ótima novidade: agora eu sou um aspirante a jornalista, de verdade. Comecei hoje minhas aulas de Jornalismo na Universidade Jorge Amado (Unijorge) em Salvador. Estou bem empolgado! E é justamente sobre isso que vou falar aqui agora.

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Hoje o dia foi anormal. Digamos que hoje meu dia foi realmente de um jornalista. Começou cedo pra caramba, às 05h30. Duas horas depois eu já estava em Salvador entrando no campus e indo pra meu primeiro dia de calouro. Eu estava tão ansioso que por precaução (ou seria medo?) desci um ponto antes da faculdade. Foram alguns metros a pé desnecessários, porém gostosos. Era os passos de quem começava uma nova batalha apaixonante. É como um casamento: você ganha responsabilidades absurdas, se estressa, ameaça abandonar, mas não tem como não dizer que ama aquilo tudo. Depois de duas ótimas aulas de Novas Mídias e Práticas Investigativas eu já estava livre pra voltar a Camaçari. Porém, decidi ficar um pouquinho mais na faculdade curtindo um pouco do novo casamento que terei que zelar pelos próximos 4 anos. Espero não me divorciar!

O cochilo de um jornalista no ônibus voltando pra casa é o “honra ao mérito” do dia. Chegar em casa e pensar “amanhã tem tudo isso de novo” é o “você largou sua cueca no chuveiro outra vez”.

Acredito que vocês ouvirão bastante lamentações, declarações, suspiros e tudo o que tenho direito nessa minha nova vida de jornalista aprendiz. E, sabe? Só de pensar nisso tudo já estou adorando!

Ah, uma pausa para um café…

CONTEÚDO
E o curso já começou com a exibição de um curta bem legal que eu quero compartilhar com vocês sobre a diferente contemporaneidade de pessoas residentes em área rural pra urbana, mesmo que a distância entre elas sejam curtas.

Aproveitem!

Wi-fi?

Moda Verão-2012/2013

O mundo não acabou, mas o ano já tá dando adeus. Desse 2012 recheado de lançamentos de discos, bandas e shows massa, vim mostrar a vocês os meus favoritos do ano. Criei algumas categorias só pra indicar a vocês o melhor da música pra se ouvir nesse verão que promete ser mais quente do que o normal.

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O disco do verão 
Sexta última, 21 de dezembro, começou oficialmente o verão, porque na verdade é verão na Bahia 365 dias por ano. E o álbum mais verão de 2012/2013, com certeza, é o ‘Ilhabela’ dos paulistanos Holger. Parece que o refúgio nos EUA pra gravação do disco fez muito bem ao Holger. Porém, a sonoridade remete muito ao verão baiano, como se vê nas ótimas percussões do disco, muito parecidos com os batuques eletrizantes do Olodum. Em muitos momentos do ‘Ilhabela’ você se sente ouvindo o Olodum, como quando “Tonificando”, “Ilhabela”, “Infinita Tamoios” ou “Great Sings” tocam na tracklist. O disco ainda tem um pouco de música eletrônica, para aqueles que são fãs desse novo indie que se faz mundo a fora. Nada melhor pra ouvir nesse verão. Ir pra praia com o ‘Ilhabela’ tocando alto no som do seu carro é uma ótima pedida!

O disco do ‘play’ mais feliz do ano
Um dos discos que eu fico mais feliz de ter ouvido esse ano foi o ‘Abraçaço’ do mestre Caetano Veloso. Misturando um indie rock com MPB, tropicália, bossa nova e tudo de bom que há na música brasileira (até um funk melódico), Caê mostrou porque é referência musical brasileira em todo o mundo. Seria impossível pensar na música brasileira sem o filho ilustre da finada Dona Canô (que descanse em paz) nela. O baiano de Santo Amaro sempre abrilhanta o Brasil com suas ótimas composições. E o ‘Abraçaço’ mostrou mais que isso. Mostrou que Caetano pode sempre surpreender os seus fãs e até mesmo quem nunca prestou atenção em sua obra de arte. O mundo não poderia acabar sem ouvir antes os belos acordes e as letras lindas de músicas como “A Bossa Nova é Foda”, “Um Abraçaço”, “Um Comunista”, “O Império da Lei” e “Quero Ser Justo”. Músicas que trazem de volta a tona a genialidade impressionante do mestre Caetano Veloso.

Os orgulhos do ano
Por falar em baiano (nesse caso, baianos), duas bandas lançaram discos que tocam profundamente na paixão a Boa Terra. Primeiro um disco 100% feito na Bahia e sobre a Bahia: ‘Aleluia’ do Cascadura. Não houve disco nesses últimos anos que acendesse tanto a paixão pela nossa terra do que esse último do Cascadura. E o melhor, o álbum é duplo! Cheio de participações (baianas e não), cheio de amor, cheio de críticas, cheio de rock, cheio de alegria. É um disco que todo baiano devia ter na sua estante, ou no mínimo ter ouvido umas dez vezes na vida. O Cascadura demorou 6 anos pra lançar um novo disco, mas não desapontou em nada. Tudo no ‘Aleluia’ foi muito bem feito e bem gravado. A Bahia fica mais bela nas melodias e vozes de Fábio Cascadura, Thiago Trad e toda a trupe que colaborou com o disco. Saiu até documentário sobre o ‘Aleluia’, vale a pena ver. E por último, mas nada menos importante, o disquinho lindo que eu mais tive orgulho de escutar nesse ano: ‘O Pensamento é Um Ímã’ da Vivendo do Ócio. O disco que contém, na minha humilde opinião, a música mais bela de 2012. Ou você vai me dizer que “Nostalgia” não é isso tudo? Me arrepio todo sempre que toco essa música, e não sou o único a dizer isso. Tá duvidando? Então vá pra o show da banda que acontecerá dia 12 de janeiro aqui em Camaçari, no Espaço Armazém, e veja se estou exagerando. Vá com a mente, os ouvidos e o coração abertos!

O show dos sonhos
Falando em show, um que eu gostaria muitíssimo de curtir nesse verão é o da novata bandaça de Natal, no Rio Grande do Norte: a Far From Alaska. Mas não se engane! Não é porque a banda tem a gélida Alaska no nome que você irá se refrescar ao som dos potiguares. O rock’n roll do FFA (como é abreviadamente chamada) é eletrizante – eu diria até hipnotizante – não te deixando parado por nenhum segundo, como quando “Thieverry”, “Mama” ou “Monochrome” chegam aos seus ouvidos. E eles mostraram isso muito bem no Planeta Terra esse ano. Depois de um belo ensolarado dia de praia ao som do Holger, um fim de tarde ouvindo o ‘Abraçaço’, acho que nada melhor do que terminar o dia com o som maravilhoso do Far From Alaska. Alguém me leva pra Natal? Ou melhor, tragam o FFA para o infernal calor baiano!

A descoberta
E só pra não deixar de registrar, no Rio de Janeiro, uma banda chamada Los Bife lançou um bom disco chamado ‘Super Supérfluo’. Rock’n roll nas alturas e letras meio cômicas, meio sérias. Mas a banda faz um rock seguro e muito bom! Vale muitíssimo a pena passar alguns dos minutos restantes de 2012 e inúmeros de 2013 ouvindo o disco!

A banda mais querida da cidade
E o quê mais? AH! Aqui mesmo em Camaçari tem uma banda nova que promete fazer em 2013 muito marmanjo (e damas também, por que não?) de queixo caído pelo som que fazem. Eu tô falando da Riverman! Fique ligado nos rock que acontecem no Bar da Kássia, eles estão sempre por lá. Influenciados por bandas como Sonic Youth, Yuck, Tame Impala e etc, a Riverman foi a grande revelação do rock camaçariense em 2012. Quem sabe em 2013 eles não conquistam também a Bahia? Assim esperamos!

Acho que é isso! Não custa nada ouvir os discos pelo menos uma vez nesse verão ocioso que 2013 promete. O recomendável é que você ouça com bons fones de ouvido pra que nada atrapalhe sua experiência musical. Se você conhece outros discos ou artistas que prometem pra esse verão, não fique receoso de compartilhar-los aqui embaixo, nos comentários.

E se for verdade?

Todo mundo diz que só pateta pra acreditar no tão falado fim do mundo dia 21 próximo previsto a milhares de anos pelos Maias. Mas, e se for verdade? E se for verdade que não existirá um 22 de dezembro de 2012 e nem todos os amanhãs que deveriam lhe proceder?

Se for verdade, pelo menos já realizei parte do meu maior sonho: montar uma banda, ser feliz e ser reconhecido por tocar. A Eu e Sofia me proporcionou já tantas alegrias nesses quase 2 anos de existência. Graças a ela já toquei três vezes no segundo maior teatro da Bahia. Graças a ela conheci diversas pessoas bacanas, maravilhosas e essenciais pra minha felicidade. Principalmente a de Raul, o cara que mais entende de música que eu já conheci. Sem contar em todo mundo que fez e ainda fazem parte dessa banda.

Se for verdade, pelo menos já curti, só esse ano, shows de bandas maravilhosas como Nando Reis, Vivendo do Ócio, Velotroz, Cascadura. Graças a vários shows tributos que tiveram em Camaçari senti um pouquinho da emoção de estar em shows de bandas antológicas como Beatles, Legião Urbana e Los Hermanos.

Se for verdade, pelo menos conheci pessoas que valeram a pena estar perto por diversas horas e dias. Quem sabe a gente não se encontra ainda antes do fim?

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Mas se for verdade, eu ainda não saí em turnê com a Eu e Sofia pelo litoral brasileiro. Ainda não fui tocar em Floripa, Porto Alegre, Rio, Maceió, Recife, Aracaju, João Pessoa… caramba, tanto lugar que em 3 dias não vai dar pra fazer.

Se for verdade, eu ainda não fui em shows de bandas que fizeram eu me apaixonar por música como sou hoje. Eu não posso morrer sem antes ouvir de pertinho a SG maravilhosa de Angus Young soar na alma com o AC/DC, sem ver o Alex Turner e sua trupe Arctic Monkeys, o Pete Doherty acender um cigarro no palco durante um show do Babyshambles, nem a marra do Julian Casablancas e o som lindo dos Strokes. Putz, sem contar que eu morrerei sem ver a minha eterna paixão Hayley Williams com aquele Paramore do ‘Brand New Eyes’ (Hayley, Taylor, Jeremy, Josh e Zac).

Se for verdade, eu ainda não comprei minha telecaster Fender, nem minha semi-acústica Gibson. E nem sai com elas por aí tocando as músicas dos Beatles. Muito menos apareci na MTV, que caso não haja apocalipse mesmo assim sucumbirá.

Cara, se for verdade, eu ainda não me formei em jornalismo e nem saí por aí cobrindo a turnê de algum ídolo.

Enfim, é tanta coisa que eu nem sei por onde terminar. Dia 21 tá batendo na porta. Se ele realmente for o que dizem, morrerei com as lembranças de tudo o que vivi e notifiquei aqui. Se ele for apenas mais um 21 de dezembro qualquer, farei com que todos esses desejos e sonhos se realizem logo, pra caso alguma outra sociedade “profetizar” o fim do mundo, eu apenas sentar no sofá, cruzar os braços e, com o sorriso largo de quem viveu tudo e como queria, esperar o fim do mundo como quem espera o avião para Paris.

PS.: Dia 21 de dezembro nada melhor do que ouvir Wilson Simonal cantando “Está Chegando a Hora” na hora em que tudo tiver caindo e o mundo tiver virando farelo. Saca só, dá até gosto dizer “tchau” a esse planeta:

O país do presente (redação do Enem)

Em meados dos anos 80, Renato Russo cantava “O Brasil é o país do futuro…” em uma das canções do álbum da Legião Urbana, As Quatro Estações. Ele tinha razão! O Brasil vive um processo de renovação, e isso muito se dá graças aos cada vez mais constantes imigrantes que escolhem o Brasil como a “pátria salvadora”.

Países antes considerados exemplos de economia, hoje estão enfrentando crises gravíssimas, a exemplo da Espanha, que além disso sofre com os altos índices de desemprego, e a Grécia. Já o Brasil cresce cada vez mais. De fácil acesso estrangeiro, o nosso país é visto pelos imigrantes como o lugar perfeito para se crescer, onde cada vez mais empresas multi nacionais investem – a exemplo da Kia Motors que logo estreará sua fábrica na Bahia.

Imigrantes haitianos posando com suas carteiras de trabalho brasileira (FOTO: Agência ONU)

Por outro lado, o país governado por Dilma Rousseff também não está livre do desemprego, o que dificultaria a mão de obra estrangeira. Só que não é o que acontece, visto que falta qualificação profissional aos brasileiros. E isso os imigrantes mostram que tem, graças a educação exemplar que recebem em seus respectivos países.

Para conseguir agradar a “gregos e troianos”, ou nesse caso a brasileiros e estrangeiros, nossos representantes políticos devem criar mais formas de qualificação profissional aos brasileiros e algum sistema de cotas aos imigrantes já qualificados e necessitados de uma chance no mercado de trabalho canarinho. O Brasil só terá a ganhar com essa mistura estrangeira trabalhista.

Texto escrito pra redação do Enem desse ano cujo tema foi “O Movimento Imigratório para o Brasil no Século XXI“. Aproveitem o espaço dos comentários pra depositarem suas opiniões sobre o texto e entrarmos em debate baseado em sua redação.